Os dois métodos de proteção resolvem o mesmo problema por caminhos opostos. A escolha muda a instalação inteira.
Em atmosfera potencialmente explosiva, o instrumento não pode ser a fonte de ignição. Existem dois caminhos consolidados para garantir isso — e eles exigem instalações diferentes.
À prova de explosão (Ex d)
O invólucro é robusto o bastante para conter uma explosão interna sem propagá-la para a atmosfera ao redor. O instrumento opera com energia normal; a proteção está na mecânica da caixa e nos interstícios calculados das juntas.
Implica: eletroduto com unidade seladora, invólucro pesado, e a regra de nunca abrir a tampa com o circuito energizado. Manutenção em campo exige liberação de trabalho.
Intrinsecamente seguro (Ex i)
A energia disponível no circuito é limitada abaixo do mínimo necessário para provocar ignição — por faísca ou por aquecimento superficial. A proteção está na barreira instalada na sala de controle, não no instrumento.
Implica: barreira de segurança intrínseca ou isolador galvânico para cada malha, cabeamento segregado e identificado, e atenção aos parâmetros de entidade (Ui, Ii, Pi, Ci, Li) na hora de combinar instrumento e barreira.
Vantagem prática: é possível trabalhar no instrumento com a malha energizada. Em planta com muita manutenção preventiva, isso muda o custo operacional.
Como decidir
Não é escolha de gosto. Verifique a classificação da área (zona, grupo do gás e classe de temperatura) no documento de classificação da planta, depois confira se o certificado do instrumento cobre essa classificação.
E lembre: a certificação vale para o conjunto instalado conforme o manual. Prensa-cabo errado, eletroduto sem selagem ou barreira incompatível anulam a proteção, por mais que o instrumento tenha a placa correta.




