Eletromagnético, ultrassônico, vortex ou placa de orifício? A escolha depende do fluido, não do catálogo.
Não existe medidor de vazão universal. Cada tecnologia tem uma premissa física, e escolher errado significa conviver com erro de medição pelo resto da vida útil do instrumento.
Comece pelo fluido
O fluido conduz eletricidade? Se sim, o eletromagnético é geralmente a melhor escolha: não tem obstrução, não gera perda de carga, tolera sólidos em suspensão e mede nos dois sentidos. Água, efluentes, polpas e a maioria dos produtos químicos aquosos se encaixam aqui. Hidrocarbonetos e água desmineralizada, não.
É vapor ou gás? O vortex trabalha bem, desde que a vazão fique acima do Reynolds mínimo. Abaixo disso ele simplesmente para de gerar vórtices e a leitura vai a zero.
É um líquido limpo e você não pode parar a linha para instalar? O ultrassônico clamp-on mede por fora do tubo. É a tecnologia certa para diagnóstico e balanço hídrico.
É uma aplicação consolidada com vapor superaquecido ou gás em alta pressão? A placa de orifício com transmissor de pressão diferencial continua sendo a solução mais bem documentada e a mais fácil de manter.
Depois olhe a instalação
Quase todo erro de medição de vazão em campo vem de trecho reto insuficiente. Cotovelo, válvula parcialmente aberta ou redução logo antes do medidor distorcem o perfil de velocidade e introduzem erro que nenhuma calibração corrige.
A regra prática: respeite o trecho reto que o fabricante especifica, a montante e a jusante. Quando o espaço não permite, o condicionador de fluxo resolve — e sai mais barato que um medidor superdimensionado.
Por último, a faixa
Dimensione pela vazão normal de operação, não pela máxima de projeto. Medidor superdimensionado passa a vida trabalhando no fundo da escala, onde a incerteza relativa é maior.




